Pesquisador do CDMF entre as finalistas do “Science as Art-2016” nos Estados Unidos

O pesquisador obteve seu doutoramento no LIEC – Laboratório Interdisciplinar de Eletroquímica e Cerâmica -, do Departamento de Química da UFSCar, e atualmente está em um pós-doutorado BEPE-FAPESP na Universidade de Michigan, Ann Arbor

Imagem “The wave in the wide Ocean”, do Prof. Dr. Luiz Fernando Gorup

A imagem “The wave in the wide Ocean”, do Prof. Dr. Luiz Fernando Gorup, pesquisador do CEPID/CDMF, está entre as 50 finalistas do concurso “Science as Art” 2016 MRS Fall Meeting & Exhibit, Boston, Estados Unidos. A imagem concorreu com outros 168 competidores dos principais grupos de pesquisa do mundo neste congresso internacional de materiais.

Dr. Gorup é pesquisador do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiados pela FAPESP, que integra uma rede de pesquisa entre Universidade Estadual Paulista (UNESP), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade de São Paulo (USP) e Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN).

O pesquisador obteve seu doutoramento no LIEC – Laboratório Interdisciplinar de Eletroquímica e Cerâmica -, do Departamento de Química da UFSCar, e atualmente está em um pós-doutorado BEPE-FAPESP na Universidade de Michigan, Ann Arbor, desenvolvendo novos métodos de síntese de nanopartículas de sulfeto de ferro no laboratório do Prof. Nicholas A. Kotov. A imagem “The wave in the wide Ocean” foi obtida em um microscópio eletrônico de varredura a partir de estruturas automontadas de sulfeto de ferro (FeS2) em meio aquoso.

Dr. Gorup explica que as imagens de microscopia eletrônica de transmissão ou de varredura são muito usadas para caracterizar o tamanho e forma dos materiais micro e nanométricos, além de fornecer dados sobre a estrutura cristalina e composição química em nível nanométrico. Contudo, ocasionalmente, as imagens transcendem seu papel como meio de investigação científica, revelando traços estéticos que as transformam em objetos de beleza e arte, ou melhor, em nanoarte.

Por essa razão, a Materials Research Society realiza uma competição em que são premiadas as imagens com beleza artística no encontro anual MRS Fall Meeting &Exhibit.

No caso desta imagem, a denominação, traduzida para o português, “A onda no oceano largo” foi inspirada “numa melodia nostálgica que umedece os olhos, cujo profundo silêncio evoca pensamentos sábios”, revela o pesquisador.


Nanoarte

A Nanoarte é uma expressão artística recente, surgida com a nanotecnologia, integrando ciência e arte. As imagens nanométricas captadas dos materiais pesquisados são ampliadas e colorizadas em computador com os propósitos revelar a beleza das formas de um universo invisível a olho nu e de popularizar e estimular a curiosidade científica, explica Elson Longo, diretor do CDMF e professor do Instituto de Química da Unesp, campus de Araraquara. “Os CEPIDs têm o dever de fazer a difusão do conhecimento e enxergamos na Nanoarte uma forma de divulgar a ciência”, destacou Longo.

O CDMF conta com um núcleo de criatividade em Nanoarte, formado por  Rorivaldo Camargo, Ricardo Tranquilin e Daniela Caceta, cujos trabalhos já foram expostos em inúmeras cidades brasileiras e em outros países (EUA, Israel, Espanha e Romênia, por exemplo), tendo sido premiados nas edições da Mostra Internacional de Nanoart, organizada em Nova Iorque (EUA) por Cris Orfusco.

Sobre Jose Angelo Santilli 54 Artigos
Especialização em Jornalismo Científico pelo Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Universidade Estadual de Campinas -Unicamp - (2000). Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em jornalismo científico.